Em teoria o jornalismo deveria manter a ordem política, livrando-se assim da tirania governamental. Mantendo a população por dentro de todos os fatos e sendo o porta-voz da opinião pública, sendo assim de fato o “quarto poder”.
Vemos que na pratica isso não funciona direito, pois vendo que a imprensa detinha um grande poder perante a população, os governantes começam a manipular o que os jornalistas fazem, tornando-se investidores e muitas vezes até donos de meios de comunicação, claro que eles não podem controlar tudo, mas acabam ocultando muita informação.
O que acabou por manchar a imagem do jornalismo, aquele sonho utópico de imparcialidade estava ficando cada vez mais distante. Auxiliada pela imprensa marrom, com todo o seu sensacionalismo o que deveria ser visto como um exemplo de integridade acaba por ser tachado como uma profissão mesquinha, metida, oportunista e muitas vezes até como manipulador.
Mas agora que estamos entrando em uma nova era do jornalismo, com a tão discutida morte do impresso, quebra do diploma e o crescente investimento na rede, pode ser que alcancemos de novo o respeito pelo jornalismo.
Formação
Na rede há uma grande chance de se conseguir mais imparcialidade em notícias, pois lá há uma grande democracia e liberdade que não é regida por um editor, porem isso é perigoso, muito perigoso, em um lugar em que o jornalista é o seu próprio editor os critérios do que pode ou não ser divulgado fica em uma linha muito fina.
Deve-se treinar e aprimorar a ética e moral de alguém que venha a trabalhar como um comunicólogo, eis talvez o fator mais importante de um diploma jornalístico, pois com ele vem toda uma teoria do que é “certo ou errado”, alguém formado tem idéia do que carrega em suas mãos, muitas vezes pode até não ligar para isso, mas isso independe de diploma. Pois sabe-se que não há nenhuma definição do que seja “certo” mas a partir do momento em que alguém desenvolve um senso critico e possui toda uma carga de conhecimento e responsabilidade ele pensaria duas vezes antes de divulgar qualquer que seja a informação.
Já alguém que não tem o conhecimento que se consegue em um curso superior, que exerce a profissão apenas por ter um bom texto e uma identificação com a área acaba sendo alvo de “corrupção”, seja ela intencional ou não, é alguém alienado, o que por um lado não salva nenhum diplomado, embora se possa confiar mais em alguém que possuía uma formação acadêmica.
E agora, em quem devemos confiar o nosso conhecimento cotidiano? Em pessoas formadas ou não, pessoas criticas ou não, pessoas fáceis de manipular, pessoas que queiram manipular, editorias ou ideologias opostas, iguais ou o que quer que sejam, a nova era do jornalismo esta apenas começando, não se sabe ainda como ela será, se melhor ou pior do que a que vimos nos últimos anos. Eu creio que agora ela migrará para um mundo bem melhor, onde poderemos ver a informação por dois lados de uma maneira rápida e confiável, com apenas poucos cliques.