domingo, 21 de março de 2010

Autoconhecimento


Um dia desses tive umas das conversas mais interessantes em tempos, nunca antes eu tive uma conversa sobre religião tão interessante como aquela. Um papo super interessante a respeito de tantas coisas, sobre as quais virei a me lembrar, espero, por toda uma vida.

O que me fez parar para pensar no que eu acredito ou não, talvez eu já tenha escrito algo parecido antes, mais não me lembro ao certo. De qualquer forma nesse novo texto pretendo ser mais abrangente em minha mente.

O que tem de mais em ter uma religião que difere da maioria? Será que uma pessoa é a religião a qual pertence? Eu não tenho nada pessoal contra religião alguma, há apenas coisas que eu não concordo em tais religiões. Não gostaria de citar exemplos aqui.

Creio que todos já passamos por um momento de autoconhecimento, alguns não conseguiram se encontrar e se acomodaram com o que alguns pensam e pararam de pensar. Outros, felizmente não se contentaram com tão pouco e seguiram. O que mais clichê, podemos dizer assim, do que procurar uma religião que nós aceite do jeito que somo em uma busca de autoconhecimento?

Afinal desse modo encontraremos pessoas que compartilham do nosso pensamento ou ponto de vista, o que não quer dizer que pessoas com pensamentos opostos não possam vir a ter uma convivência maravilhosa juntos. Mais é bem mais fácil ter alguém que compartilhe desse pensar para ter uma conversar simples e mesmo assim complexa em seu ser.

Encontrar tal pessoa, ou pessoas, é quem sabe mais difícil do que se encontrar, felizmente acho que encontrei essa pessoa, aparentemente tudo ira ocorrer bem daqui em diante, pode até não ser ela, mais creio que ela será uma peça essencial em meu caminho.

Como eu já disse para pessoas que me conhecem, algumas talvez, eu não tenho uma religião, isso que aos olhos de alguns pode ser um crime sagrado, mais eu apenas acredito em um ser supremo, ou seres supremos por que não? Uma energia pura e simples que nos rodeia ate hoje ajudando-nos em nossas vidas. Algo que conheci a pouco, o Reiki, pode-se dizer que seja um tipo de energia canalizada por nossas mão que agem de forma benigna para tratamentos e outras coissa, mais informações por favor consultar o nosso glorioso Wikipédia, fonte de informação maravilhosa.

E se você for atrás de informações a respeito, aconselho também o xintoísmo, religião, por assim dizer, japonesa da qual eu me identifico, por sua simplicidade e liberdade, tão singular e nobre em seus mitos. E por que não um pouco de neopaganismo, uma reestruturação dos pensamentos pagãos da idade média, abordadas de outros modos, mais aceitáveis aos pensamentos atuais de nossas vidas. Indico o Asatrú Vanatru, ou apenas Asatrú, que pode ser considerado um odinismo moderno, e uma outra que me foi apresentado muito recentemente o Wicca, espero não ver nenhum preconceito a respeito dessa religião, antes de criticar conheçam, estou conhecendo aos poucos e estou achando interessante, talvez eu não me torne adepto à essa religião, pois ainda acho que me enquadro mais no xintoísmo.

Mas como disse antes, estou em um processo de autoconhecimento o que vier será bem vindo, não me prendo a preconceitos sem fundamentos, que apenas fazem as pessoas se distanciarem, quanto mais um humano se prender a essas coisas, mais e mais ele se perderá em um caos que não terá mais volta. Que pensando assim é exatamente o retrato do mundo hoje, enquanto se fala de mais em liberdade e igualdade, ficamos cada vez mais presos e realmente mais iguais, pois não temos ainda a liberdade de sermos quem queremos ser então tornamo-nos iguais.

Deixo então para quem ler esse texto, pensar se realmente importa alguma coisa, socialmente aquilo que eu acredito ou não, aquilo que eu sigo ou não. Não quero dizer que eu seja perfeito, pois não sou, ainda tenho preconceitos e acredito eu, que muitos, mais o que eu faço? Tento quebra-los, tento me tornar indiferente, quero ser eu mesmo e deixar o mundo seguir aquilo que ele desejar. Mais isso me faz diferente para você? Isso me torna um monstro? Acredito que não.

Creio que haverá pessoas que lerão esse texto e apoiá-lo-ão como creio que haverá pessoas que ainda estão cegas que criticaram, e me crucificaram. Criticar pode e até aconselho a fazer, pois não sou dono da verdade, posso estar errando em tudo o que eu escrevi aqui, não pretendo iniciar uma revolução, apenas fiz umas criticas e apresentei-lhes o que eu penso.

O texto acabou saindo maior do que eu imaginava, mais enfim, talves esteja incompleto, talvez não tenha me passado no momento algo a acrescentar, mais no mais é isso, espero que não crie ódio para comigo, espero ansiosamente por um pensar de alguém a respeito, um comentário já me seria tão útil ^^. Desculpem-me se me perdi. Enfim o fim.






1 comentários:

Ariella Marques disse...

Infelizmemte as pessoas estão acostumadas a não discutir religião, a aceitar o que é passado de família (ás vezes até obrigados, o que eu acho um absurdo e crime cruel contra o livre arbítrio alheio), mas acredito que a nova geração está mais apta à interrogações e aceitar novas formas de ver e pensar o mundo. O que importa é que cada um siga o caminho que te faça bem e principalmnte aquele que te completa espiritualmente. Afinal para estarmos de bem com o mundo, temos que antes de mais nada estarmos de bem com nós mesmos =). Adorei o texto Alli. =****